A supersérie 'Os dias eram assim' é uma boa novela


Oficialmente, “Os dias eram assim” é uma supersérie. A ideia da Globo com a nova nomenclatura é chamar atenção de um público novo, mais fãs das séries americanas, usuários de Netflix e focar no mercado internacional, já seduzido por esse formato. Mas o que se vê desde a estreia, em abril, é novela. Novelão, aliás, com todos os clichês possíveis, cenas bem produzidas, texto didático e trama focada num romance à lá Romeu e Julieta. Em dois meses no ar, “Os dias eram assim” não trouxe novidade alguma para o telespectador — o que não é demérito; só não combina com o novo título escolhido pela emissora. Enquanto novela, a supersérie tem muitas qualidades e a maior delas é o elenco, muito bem escolhido, dirigido e trabalhado. Sophie Charlotte confirma nessa trama o porquê de ser uma das melhores atrizes de sua geração. A composição de Alice é rica, e Sophie imprime sua marca na construção dos dramas da personagem. Suas cenas com Natália do Vale são outro ponto alto na história.

Aliás, faz tempo que Natália não ganhava um papel tão bom na TV. E não é só: com essa personagem, a atriz tem conseguido mostrar uma nova faceta do seu talento. Cássia Kis, por exemplo, está esplêndida como a sofrida Vera, mas é um tipo mais parecido com o que ela já mostrou em outras obras — nada que tire o brilho de sua atuação, claro. No elenco jovem, Bárbara Reis e Maria Casadevall também estão muito bem vivendo os dramas de Cátia e Rimena. A jornalista é mais interessante que a médica — que está se tornando uma chata de galocha —, mas as duas atrizes estão sempre um passo à frente no quesito emoção com atuações comoventes. Falta ritmo e agilidade à trama, que é focada apenas no romance de Alice e Renato (Renato Góes). Podemos ficar vários dias sem assistir à série que, no fim, não perdemos muita coisa. Exatamente como acontece em muitas novelas que a gente vê por aí.

Fonte: Extra Online

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