Sophie Charlotte sobre amor de Alice e Renato: ‘Não tem peso de uma traição’


Com palavras, Sophie Charlotte pode até não saber dizer o quanto é grande o amor que sua personagem sente pelo de Renato Góes em “Os dias eram assim”. Mas, quando os corpos dos protagonistas se tocaram 14 anos depois, o incontrolável aconteceu. Sem que se sentissem como dois gatos pingados fora da lei, Alice e Renato se entregaram à paixão. Após o reencontro que não deixa dúvida sobre o sentimento, nada mais será como antes no casamento da fotógrafa com Vítor (Daniel de Oliveira) e na união do médico com Rimena (Maria Casadevall).

— O amor de Alice e Renato é inevitável. Trair, fazer outras pessoas sofrerem, nada disso passa pela cabeça deles. Os dois são casados, mas essa transa não tem o peso de uma traição porque a na vida não existe só o branco e o preto. As histórias humanas são mais complexas. Que bacana que as pessoas estão entendendo isso — observa a atriz de 28 anos, completando: — Muitas vezes o julgamento social interfere e modifica escolhas pessoais em busca da felicidade.

A torcida geral é mais do que compreensível. Como a separação de Alice e Renato se deu por conta de uma armação, nada mais justo que tenham, finalmente, a chance de voltar a experimentar o sabor de uma paixão daquelas que não acontece todo dia.


— O coração deles pulsa mais forte quando estão perto um do outro. Estamos contando uma história de amor, de verdade — frisa ela.

Se ao lado de Renato, Alice sonha acordada, na companhia de Vítor, vive um pesadelo diário.

— Talvez Alice fique nesse casamento falido, doente, porque tem filhos. Nos anos 80, o divórcio tinha restrições, e ela temia não ficar com a guarda das crianças. A vida nem sempre é fácil. O bacana é me jogar nesse abismo com Daniel. E, quando saímos de cena, voltamos a nos amar — conta a mãe de Otto, de 1 ano, referindo-se ao casamento com o intérprete do vilão.


Violência doméstica

Muito pouco mudou de 1984 (época de “Os dias eram assim”) para cá quando o assunto é violência doméstica. Sophie Charlotte lamenta essa triste realidade, que persiste apesar do surgimento da Lei Maria da Penha. Sentindo na pele a dor de Alice, comum a tantas mulheres, a atriz não se esquiva de ser porta-voz de uma luta que não está perdida.

— A gente tem que falar muito sobre isso. É fundamental trazer à tona que a taxa de feminicídio é absurda no nosso país. As mulheres precisam entender os sinais de onde começa a agressão — alerta.

A preocupação de Sophie está fundamentada na dificuldade que se tem de identificar que uma relação abusiva, como a de Alice e Vítor, já é uma violência:

— A agressão psicológica vai minando a mulher aos poucos. Muitas vezes, a autoestima fica tão baixa que o resultado é parar a vida. Alice é empoderada em vários sentidos, é uma artista, tem pensamentos políticos definidos, mas, na vida pessoal, é frágil e não tem força para romper com esse homem.

Fonte: Extra Globo

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